“Estabilidade e a corrupção” é o título de um artigo de opinião publicado esta quarta-feira no “Observador” da autoria do bastonário da Ordem dos Notários.
Depois de referir que a “corrupção em Portugal custa aos contribuintes mais de 18 mil milhões de euros por ano, ou seja, o equivalente a entre 8% e 9% de toda a riqueza produzida no país os o em Portugal”, Jorge Batista da Silva alerta: “Os notários estão obrigados a reportar operações suspeitas, mas enfrentam vários desafios, entre eles a falta de resposta das entidades a quem as reportam.”
Segundo o Bastonário, o “combate à corrupção não tem corrido bem, muito por causa da fragmentação de organismos e por não haver uma centralização de poderes”. Em sua opinião, é “urgente criar uma estrutura única, com autoridade reforçada e competência para definir políticas transversais e eficazes”.
Recordando a aproximação do escrutínio para um novo Governo, Jorge Batista da Silva faz um apelo aos políticos para que durante a campanha eleitoral “perguntem aos portugueses o que pensam sobre a criminalização do enriquecimento injustificado” ainda que “seja, ou não, necessário mudar a Constituição”.
Leia o artigo de opinião do OBSERVADOR aqui.